A Parábola do Filho Pródigo – uma interpretação.

  Leia o texto em Lucas 15.11-32.

Essa parábola tem sido usada com freqüência para apoiar várias teorias ou controvérsias em relação a este assunto. Há uma grande variedade de conclusões a que ela leva, segundo seus intérpretes. Por isso é com atenção e cuidado que fazemos a interpretação, sabendo que ela vem sendo manipulada ou mal interpretada. Para evitar má interpretação, procuramos seguir dois princípios: 1 – a interpretação não deve entrar em conflito com o ensino geral da Bíblia; e, 2 – a parábola deve ser entendida pelas coisas que ela diz e não pelas coisas que ela não diz.

O filho mais novo saiu da casa do pai, onde tinha de tudo. Podemos entender como sendo o homem (Adão), quando saiu da presença de Deus, no jardim do Éden; ou outras criaturas que deixam a vida de comunhão com Deus para satisfazer às suas concupiscências no mundo; ou os crentes desviados (aqueles que se afastam da igreja). Agostinho entendeu que o filho mais moço representava os judeus, que se afastaram do Pai, pela sua desobediência, e voltaram a ser escravos na Babilônia, tendo conseguido voltar para sua terra para cultuar à Deus.

Ao adotar a vida de pecado, o filho pródigo gastou tudo o que tinha e passou a ter dificuldades, tendo que se agregar a um cidadão que o mandou cuidar de porcos. Esse cidadão era o diabo e ele passou a servir como escravo de satanás, quando nem sequer podia se fartar comendo as ‘‘lavagens’’ que tinha de dar aos porcos. Apascentar os porcos representava a servidão mais extrema e imunda, que servia para alegrar os demônios. Até que tomou consciência do ‘‘buraco’’ em que tinha caído: o quanto tinha perdido, a quem tinha ofendido e a quem tinha se submetido.

E então se arrependeu, de coração, voltou para o seu pai e foi bem recebido com banho, roupas novas, anel e festa com banquete, feito com o novilho cevado. O pão que até os trabalhadores de seu pai comiam com fartura representa a Palavra de Deus. As alfarrobas que os porcos comiam eram alimento digno para porcos, para deleitar aos demônios. Representam os prazeres e paixões grosseiras do mundo. O filho pródigo comenta que ninguém lhe dava, mas ele poderia tê-las apanhado se o quisesse; só que intimamente já se repugnava diante daquela situação.

Significa dizer que todos os pecadores do mundo, escravos de satanás, que estão sofrendo, passando fome e necessidades no mundo, que caírem em si e se arrependerem e voltarem para o Pai serão bem recebidos. Haverá festa no céu para comemorar a sua volta e ele será lavado dos seus pecados e ficará com suas vestiduras brancas como a neve. Jesus Cristo disse que: ‘‘Haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende e volta para Deus, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento’’ (Lucas 15.7).

Os mestres da lei e os fariseus, que viviam discordando dos ensinamentos de Jesus, representam aí o filho mais velho, pois consideravam que os pecadores eram irrecuperáveis, sem qualquer chance de redenção. Para eles a sua religião devia ser somente para pessoas boas. E criticavam Jesus dizendo: ‘‘Este recebe pecadores e come com eles’’ (Lc 15.2). Mas Jesus Cristo mostra o erro deles quando ensina: ‘‘O Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido’’ (Lucas 19.10). ‘‘Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento’’(Lucas 5.31,32).

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Uma resposta para A Parábola do Filho Pródigo – uma interpretação.

  1. teresa oliveira disse:

    gostei muinto da interpretaçao concordo plenamente

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