A Doutrina dos Dons Espirituais – 02.

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Todo membro é importante.

Cada membro faz parte do corpo – o que o dedão do pé faria se não estivesse ligado ao corpo? Nada além de decompor-se e tornar-se pó. Mesmo assim ele é uma parte importante do corpo. Sem ele não seríamos perfeitos. Um corpo que não possui todos os seus membros é limitado em todas as suas realizações. Alguém que não tem uma das pernas não pode correr; uma pessoa sem os olhos não consegue ler, e uma outra desprovida dos braços não é capaz de subir em árvores.

Todos os membros do corpo de Cristo são muito importantes para ele. “Pois bem, vocês são o corpo de Cristo, e cada um é uma parte desse corpo.” (1 Coríntios 12:27 NTLH). Podemos desenvolver esse raciocínio dizendo que cada cristão constitui uma pequena parcela do corpo de Cristo. Somos uma parte dele, exatamente como o dedão do pé é uma parcela, um pedaço e uma porção do nosso corpo.

Cada membro tem uma função específica – Os dedos do pé não têm a mesma função que o ouvido. Nem os olhos tem a mesma utilidade dos pés. De maneira semelhante, no corpo de Cristo os membros não tem a mesma função. Na verdade cada um desempenha sua atividade específica. A palavra função significa “trabalho ou dever especial”. A função dos olhos, por exemplo, é enxergar. Voltemos ao exemplo do dedão do pé. Algumas vezes ele fica escondido dentro do Sapato e raramente nos lembramos dele. Além de participar com os outros dedos para compor o pé e torná-lo perfeito, o dedão contribui para o equilíbrio de todo o corpo. Se por um infortúnio viermos a perdê-lo ele nos fará muita falta. Todo o nosso corpo se beneficia pelo fato de o dedão estar presente. Sem ele tropeçaríamos facilmente. Além disso não correríamos bem e andaríamos mancando.

Os membros do corpo de Cristo são como as partes que constituem nosso corpo físico. Cada membro tem sua função própria, e são importantes, tanto para a cabeça como para o restante do corpo. Leia em 1 Coríntios 12.18-25: “ Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis. Se o corpo todo fosse uma parte só, não existiria corpo. De fato, existem muitas partes, mas um só corpo. Portanto, o olho não pode dizer para a mão: “Eu não preciso de você.” E a cabeça não pode dizer para os pés: “Não preciso de vocês.” O fato é que as partes do corpo que parecem ser as mais fracas são as mais necessárias, e aquelas que achamos menos honrosas são as que tratamos com mais honra. E as partes que parecem ser feias recebem um cuidado especial, que as outras mais bonitas não precisam. Foi assim que Deus fez o corpo, dando mais honra às partes menos honrosas. Desse modo não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras.” – NTLH.

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Doutrina dos Dons Espirituais – 01.

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Somos todos membros de um corpo.

Cristo é o cabeça – Precisamos de ajuda para entender a relação entre Cristo e aqueles que crêem nele. O apóstolo Paulo usou uma metáfora do corpo humano para ilustrar essa relação. Ele disse que Cristo é a cabeça do corpo. Todos sabemos como a nossa cabeça é importante. Sem ela duas coisas aconteceriam. Primeiro, obviamente morreríamos, pois não podemos viver sem a nossa cabeça. Segundo, não nos moveríamos, e seríamos inúteis. A cabeça controla o nosso corpo, possibilitando realizar tarefas. Igualmente Cristo, a cabeça, deseja levar o seu corpo a fazer a sua vontade. Outro nome que damos ao corpo de Cristo é Igreja.

Há várias passagens da Bíblia onde lemos que Cristo é a cabeça do corpo. Leia os versículos seguintes na versão corrigida: Efésios 1.22,23: “E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” ; Efésios 4.15,16: “Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” ; Efésios 5.23: “ porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.”; e Colossences 2.19: “e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus”.

Os crentes são o corpo – Uma cabeça sem corpo é tão inútil quanto um corpo sem cabeça. Ambos são importantes juntos. O corpo de Cristo é formado por todos aqueles que creem em Jesus. Como crentes somos todos parte do corpo, e essa é uma coisa maravilhosa! Paulo disse o seguinte: “assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo.” (Romanos 12:5 NTLH).

Cada crente é um membro – O corpo de Cristo tem duas partes principais: (1) a cabeça e (2) o corpo que é formado por vários membros, que são muitos. Nosso corpo físico não tem só uma única parte. Nossos braços, nossas pernas, nossos dedos, nosso coração, etc. são todos partes distintas do nosso corpo. Assim também é o corpo de Cristo. Cada crente verdadeiro se torna parte desse corpo. Isso significa que toda pessoa, em qualquer parte do mundo, que realmente crê em Jesus, pertence a esse corpo. “Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas.” (1 Coríntios 12:14 NTLH). Pessoas de todas as raças, cores, povos e nações fazem parte de um mesmo corpo.

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Ética Cristã.

Ética Cristã

A ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.

Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes:

1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida.

2. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sintetização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedecê-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da “bondade inerente” de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si própria o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador.

3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.

4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da divindade, poder e sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou.

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Ética Cristã – 24.

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Responsabilidades dos filhos na Família.

A primeira exigência que a Bíblia faz dos filhos é que eles honrem e obedeçam a seus pais. Vejamos em Êxodo 20.12: “Honra teu pai e tua mãe, afim de que tenhas vida longa na terra que o SENHOR, o teu Deus, te dá” – BV; e Efésios 6.1-3: “Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo. Como dizem as Escrituras: respeite o seu pai e a sua mãe. Esse é o primeiro mandamento que tem uma promessa, a qual é: faça isso a fim de que tudo corra bem para você, e você viva muito tempo na terra”. Deus abençoa os filhos que são obedientes aos pais. É o que nos afirma Jeremias 35.18,19: “Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus preceitos, e tudo fizeste conforme vos ordenou, por isso, assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: nunca faltará homem de Jonadabe, filho de Recabe, que esteja em minha presença”. Além disso, os filhos obedientes têm mais chances de criar os seus próprios filhos da maneira correta.

Sair da infância não significa deixar de honrar os pais. O jovem deve se lembrar dos ensinamentos e dos conselhos paternos quando se tornar adulto e independente. Quando um jovem se beneficia dos ensinamentos dos pais, eles se alegram imensamente, como ensinam os Provérbios 23.22-25: “Escute o seu pai, pois você lhe deve a vida; e não despreze a sua mãe, quando ela envelhecer. Compre a verdade, a sabedoria, a instrução e o bom senso, mas não venda nenhum deles. O pai que tem um filho correto e sábio ficará muito feliz e se orgulhará dele. Faça que o seu pai se alegre por causa de você; dê a sua mãe esse prazer.– NTLH.

No Antigo Testamento vemos exemplos mostrando como tratar filhos desobedientes e desrespeitosos. Vejam em Êxodo 21.15, na Lei que o SENHOR deu a Moisés: “Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto”; Em Levítico 20.9: A pessoa que amaldiçoar o pai ou a mãe será morta; e ela será responsável por sua própria morte pois amaldiçoou o pai ou a mãe” – NTLH. Em Deuteronômio 21.18-21: “Pode ser que um homem tenha um filho teimoso e rebelde, que não obedece aos pais nem mesmo depois de ser castigado. Então os pais devem levá-lo aos líderes da cidade e no lugar de julgamento na praça pública dirão: O nosso filho é teimoso e rebelde; ele não nos obedece, gasta dinheiro à toa e é beberrão. Aí todos os homens daquela cidade o matarão a pedradas, e assim vocês tirarão o mal do meio do povo. Todos saberão o que aconteceu e ficarão com medo – NTLH.” Provérbios 28.24 e 30.17: “Quem acha que não é pecado roubar de seu pai ou de sua mãe é pior do que um ladrão comum; e “Quem caçoa do seu pai ou despreza sua mãe, quando ela fica velha, será comido pelos urubus ou terá os olhos arrancados pelos corvos”.

Cada membro de uma família tem suas próprias responsabilidades. Quando as instruções divinas, relativas a cada membro da família são ignoradas, os problemas surgem. A família que vive de acordo com esses padrões da Bíblia, vive em amor, felicidade e satisfação porque esses princípios realmente funcionam. Se a sua família não é assim, o que você pode fazer para que ela seja do jeito que Deus quer? Comece com você:quando você estiver cumprindo as responsabilidades que Deus lhe deu para com a sua família, será mais fácil fazer com que os demais membros tomem a mesma posição. Mudar pode não ser fácil e rápido mas vale a pena tentar!

A Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de ajuda para vocês resolverem os problemas na família. Leia-a junto com a sua família e deixe que ela fale aos seus corações.

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Ética Cristã – 23.

Responsabilidades da esposa, na família.

O Novo Testamento não ensina que a mulher é inferior ao homem. “Não existe diferença entre … homens e mulheres; todos vocês são um só por estarem unidos em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28 NTLH). Nesse versículo são mencionados os escravos, as pessoas livres, os judeus, os gregos e também o homem e a mulher. Ele ensina que Cristo aceita igualmente todas as pessoas, mesmo que sejam diferentes umas das outras. A autoridade do marido é uma questão de responsabilidade e de uma hierarquia bem organizada. Em toda comunidade é necessário haver liderança e Deus escolheu o homem para ser o líder da família.

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Para haver um líder é preciso haver seguidores. É papel da esposa seguir a liderança do seu marido, sendo submissa a ele. “Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seus maridos” (Efésios 5.24). “As mulheres devem ser submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja” (Efésios 5.22,23), respeitando o seu marido (5.33), como convém ao Senhor (Colossences 3.18). Pense bem nisso: ela deve comprometer-se e entregar-se ao seu cônjuge da mesma forma que se compromete e se entrega ao Senhor. A esposa cristã deve ter a maior estima por seu marido: deve honrá-lo, preferir sua companhia à de outras pessoas e admirá-lo. E caso seu marido não seja crente, “para que ele seja ganho, através do seu procedimento, sem precisar dizer palavra alguma” (1 Pedro 3.1). Isso quer dizer que o exemplo de uma vida coerente com os princípios bíblicos, é capaz de ganhar um marido não crente, sem necessidade de dizer nada.

Em Tito 2.3-5 encontramos outras responsabilidades das esposas. Trata-se daquilo que as mulheres idosas devem ensinar às mais novas. Entretanto, as mais experientes precisam cuidar para que suas vidas sejam, de fato, exemplos. Precisam “ser sérias no seu proceder, não caluniadoras , não escravizadas a muito vinho, mestras do bem, afim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a Palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2.3-5). Só assim poderão ensinar às mais novas.

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Ética Cristã – 22.

Responsabilidades do Marido, na família.

Dar a direção. O padrão bíblico estabelece que é o homem quem recebe do Senhor a função de dirigir a família. Abraão, direcionado por Deus, deixou sua parentela e seguiu para uma terra que o Senhor escolhera para ele (Gênesis 12.1). Jacó recebeu do Senhor a direção de voltar para a terra de seu pai (Gênesis 31.3). José, também direcionado por Deus, fugiu para o Egito a fim de proteger a sua família (Mateus 2.13).

O Espírito Santo inspirou Paulo para que ele explicasse o padrão de autoridade para a família cristã: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo” (1 Coríntios 11.3). “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” (Efésios 6.1).

Da mesma forma que a cabeça deve ser sensível ao corpo todo, para que possa comunicar-lhe a direção, o marido deve ser sensível às necessidades de sua esposa e de seus filhos e sensível à direção de Deus, para que seja o líder espiritual de sua casa. O homem que vive em total submissão a Cristo saberá conduzir as questões familiares de forma a agradar ao Senhor. Isso inclui as questões espirituais também. “… Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24.15). “… Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a sua casa” (Atos 16.31). Sua esposa e seus filhos, todos cristãos, em submissão ao mesmo Senhor, acatarão com alegria a sua autoridade.

Prover o sustento. É dever do homem cuidar de sua esposa e seus filhos, suprir as necessidades materiais de sua família e lhe dar proteção (1 Timóteo 5.8).

Amar. O marido deve amar a sua esposa como ao próprio corpo e como Cristo amou a sua Igreja (Efésios 5.25,28). Mas, como é que Cristo amou a igreja?

a) Ele Se entregou por ela (Efésios 5.25). É o amor sacrificial do marido que está disposto a morrer em benefício de sua esposa (Romanos 5.8).

b) Para que a santificasse (Efésios 5.26). O amor do marido deve encorajar e edificar a esposa em sua caminhada com Cristo.

c)Tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela Palavra (Efésios 5.26). O amor do marido deve levá-lo a compartilhar da Palavra de Deus com sua esposa, para que através dela ambos possam ser purificados e alimentados.

d)Para a apresentar a si mesmo … santa e sem defeito (Efésios 5.27). O amor que tem por objetivo o crescimento espiritual da esposa retornará ao marido através de uma companheira espiritual irrepreensível.

e) Cristo nos amou primeiro (1 João 4.19). O marido deve tomar a iniciativa de demonstrar seu amor.

f) Como a seus próprios corpos (Efésios 5.28). A Igreja é conhecida como o corpo de Cristo (Romanos 12.5). Essa forma de expressar o amor inclui todas as coisas que o homem faz pelo seu próprio corpo. É aquele amor que faz com que ele se importe com sua esposa e supra suas necessidades em todos os níveis. Ele prova o seu amor a ela sendo-lhe fiel (Provérbios 5.15,18,19; Malaquias 2.15,16); tendo consideração com ela (1 Pedro 3.7; Colossences 3.19); e mostrando-lhe o quanto a aprecia.

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Ética Cristã 21.

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Problemas com os filhos: A desobediência aos pais.

A Bíblia coloca a desobediência aos pais na mesma lista de outros terríveis pecados e corrupções dos últimos dias (Veja em 2 Timóteo 3.1-5). O mandamento de Deus sobre tal assunto, que traz uma promessa, é este: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Efésios 6.2,3). Jesus mostrou que essa honra inclui prover as necessidades dos pais idosos (Veja em Mateus 15.3-6). A Bíblia nos ensina que é dos pais a competência para a educação dos filhos. Os filhos precisam aprender a ser obedientes a seus pais, através de um ensinamento rigoroso e “na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4).

A Bíblia nos dá orientações para ajudar a resolver esse problema: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele” (Provérbios 22.6). A criança não aprende da noite para o dia. Os pais não devem permitir que os seus filhos, enquanto pequenos, os desobedeçam, se quiserem ter maior controle sobre eles nos anos da adolescência. É necessário ter disposição, determinação e perseverança para se ter controle das situações.

A rebeldia dos filhos adolescentes tem entristecido o coração de muitos pais, atualmente. Um outro agravante é a crescente tentação que os jovens enfrentam de experimentar drogas, bebidas alcoólicas e aventuras sexuais, estimulados pela mídia e pelas más companhias. Os pais devem procurar afastar os seus filhos das más companhias. Devem selecionar criteriosamente os programas de televisão, jornais, revistas, filmes, CDs, etc. dos seus filhos. A igreja tem sentido o impacto dessas pressões quando as próprias famílias cristãs enfrentam a dor de ver uma filha solteira grávida, um filho viciado em drogas, um filho ou uma filha abandonando a família, saindo de casa para buscar os prazeres deste mundo cruel. “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar sua mãe” (Provérbios 29.15).

Se a sua família está enfrentando algum desses problemas, saiba que o Senhor se importa com você e ama seu filho rebelde. Leia com atenção a “Parábola do Filho Pródigo” em Lucas 15.11-32 e arme-se de coragem para orar e pedir a Deus que faça seu filho voltar arrependido! Com fé e oração as coisas podem ser revertidas. Nessa parábola, o pai não tentou impedir que o seu filho saísse de casa, embora seu coração tenha se entristecido grandemente ao vê-lo partir. Acredito que ele tenha orado dia e noite pelo seu filho. A Bíblia conta que certo dia, após ter gasto todo o seu dinheiro e perdido tudo o que tinha, aquele filho, finalmente, “caindo em si”, arrependeu-se e decidiu voltar. “ E, levantando-se, foi para o seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e o beijou” (Lucas 15.20).

Significa dizer que todos os rebeldes, filhos desobedientes, que estão sofrendo, passando fome e necessidades no mundo, que caírem em si e se arrependerem e voltarem para o Pai devem ser bem recebidos. Haverá festa no céu para comemorar a sua volta e ele será lavado dos seus pecados e ficará com suas vestiduras brancas como a neve. Jesus Cristo disse: ‘‘Haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento’’ (Lucas 15.7).

Os fariseus, que viviam discordando dos ensinamentos de Jesus, são representados, nessa parábola, pelo filho mais velho, pois consideravam que os pecadores eram irrecuperáveis, sem qualquer chance de redenção (Lucas 15.28-30). Mas Jesus Cristo mostra o erro deles quando ensina: ‘‘O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido’’ (Lucas 19.10). ‘Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento’’ (Lucas 5.31,32).

Os pais cristãos devem estar sempre prontos a ajudar seus filhos a sair desse problema. Da mesma forma que o Pai celestial aceita de braços abertos o pecador arrependido, não importando o que ele tenha feito, os pais crentes devem demonstrar amor e compaixão aos seus filhos rebeldes quando eles lhe pedirem ajuda. Não esqueça que o único modo pelo qual podemos esperar ter boas famílias, construídas nos princípios cristãos é estudar bem a Bíblia, aprender esses princípios, aplicá-los em nossas vidas e ensiná-los aos nossos filhos.

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