Etica Cristã – 20.

Problemas entre os casais – II.

Problemas Financeiros. Esse é um problema que costuma afetar muita gente. Não somente os casais, mas também solteiros, viúvos, etc. Tem sido motivo de muitos desentendimentos na família. O marido e a esposa devem, juntos, estabelecer um orçamento familiar que priorize a parte que cabe a Deus, que cubra as suas despesas essenciais e que evite que fiquem cheios de dívidas, difíceis de serem quitadas no futuro. As despesas essenciais devem ser relacionadas e estabelecida uma prioridade para possíveis cortes eliminando os supérfluos, quando os recursos financeiros não forem suficientes para todos. O princípio estabelecido pela Bíblia e adotado pelos evangélicos, é o de entregar em primeiro lugar e fielmente os dízimos da renda familiar, conforme o ensinamento abaixo:

Tragam todos os dízimos aos depósitos do templo, para haver alimento suficiente em minha casa. Se vocês fizerem isso, abrirei as janelas do céu e derramarei uma bênção tão grande que não terão lugar onde guardá-la. Experimentem! Dêem-me uma oportunidade de provar que isso é verdade! Suas colheitas serão formidáveis porque Eu as protegerei dos bichos e das pragas. As uvas não murcharão antes de amadurecer, diz o Senhor do Universo. Todas as nações dirão que vocês são abençoados porque a sua terra vibrará de alegria. Essas são as promessas do Senhor do Universo” (Malaquias 3.8-12 – Bíblia Viva). E Jesus falando aos fariseus, confirma: “ … dão o dízimo até da última folha de hortelã da sua plantação, mas se esquecem das coisas importantes – a justiça, a misericórdia e a fé. Sim, vocês devem dar o dízimo, mas não devem deixar de fazer as coisas mais importantes.(Mateus 23.23 – Bíblia Viva).

Em verdade, os dízimos e as ofertas são usados para que os templos possam funcionar com um mínimo de conforto para os seus usuários; para pagar as contas de luz, gás, manutenção, limpeza, etc.; para ajudar a fazer a obra de Deus e para servir de canal de bênçãos para quem contribui. Se deixarmos de contribuir, os templos podem fechar e nós ficaremos sem essas bênçãos prometidas.

Muitas famílias enfrentam desnecessariamente problemas financeiros, doenças e gastos não programados porque não confiam e não dão com alegria ao Senhor a parte de sua renda que Lhe é devida. Por mais que demos não poderemos ser mais generosos que o Senhor pois Ele prometeu suprir nossas necessidades se nós Lhe formos fiéis: “Porque se vocês derem, receberão! Suas dádivas voltarão a vocês em medida cheia, e transbordante, apertada, sacudida, para dar lugar a mais um pouco, até derramar. A medida que vocês usarem para dar – grande ou pequena – será usada para medir o que lhes derem de volta” (Lucas 6.38 – Bíblia Viva).

O apóstolo Paulo mencionou ter aprendido a estar contente, quer na fartura, ou na escassez: “… porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.11-13). Por isso, não se constranja, se tiver que restringir os seus gastos para equilibrar o seu orçamento.

Indisciplina dos filhos menores. Quando o pai e a mãe trabalham fora, é comum que não sejam tão enérgicos para encarar a responsabilidade de ensinar e disciplinar os seus filhos. Normalmente eles esperam que a igreja e a escola cumpram essa função que na verdade foi dada a eles por Deus. Educar uma criança não é uma tarefa simples. Não há como fazê-lo, simplesmente lhe dizendo como ela deve viver. É preciso acompanhá-la de perto, corrigir cada erro, mostrar-lhe o que é certo e o que é errado e ensinar-lhe a Palavra de Deus. Não esqueça que os pais são modelos para os filhos, que procuram sempre imitá-los. É preciso dar o exemplo de conduta e comportamento. É um processo que dura até que eles atinjam a maturidade para sair de casa e assumir as responsabilidades de um adulto.

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Ética Cristã – 19

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Problemas entre os casais.

Existem problemas, aparentemente pequenos, que ocorrem na vida de um casal que podem trazer tristeza e discórdia em uma família:

Falta de confiança e respeito mútuo. Existem maridos que parecem ter prazer em humilhar sua esposa na presença de outras pessoas. Por outro lado há mulheres que aproveitam todas as oportunidades que tem para depreciar o seu marido, discordando dele ou corrigindo tudo o que ele diz, na frente dos outros. Talvez estejam agindo assim para descontar no outro alguma lacuna no comportamento. Essa lacuna pode ser: omissão de amor, de submissão; entretanto, essa certamente não é a maneira como o crente deve lidar com seus problemas de relacionamento. O padrão bíblico designa que o marido ame a sua esposa como Cristo ama a Igreja (Efésios 5.25,28) e que a esposa honre e respeite seu marido (Efésios 5.33).

Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela … Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a Igreja … Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido” (Efésios 5.25,28,29,33)

Nenhum dos dois deve dar motivos para que o outro sinta ciúme. O casal cristão que enfrenta esse problema deve discuti-lo junto e abertamente e ambos devem concordar em evitar situações que propiciem esse tipo de sentimento. A pessoa que está sempre enciumada, sem que haja um motivo justo, deve pedir ao Senhor que a ajude a vencer esse sentimento e a desenvolver confiança em seu cônjuge. O ciúme ocorre quando falta: respeito, submissão, compromisso ou confiança.

Falta de comunicação. Existem maridos que quase não conversam com suas esposas. Essa é uma reclamação comum às mulheres que muito provavelmente passam o dia cuidando dos filhos pequenos e quando chega a noite, estão desejosas de conversar com o marido. Para que um casamento seja bom é preciso haver boa comunicação. O marido e a esposa devem dividir um com o outro, mais do que com qualquer outra pessoa, tanto suas alegrias, tristezas, esperanças e sonhos, quanto os probleminhas do dia a dia.

Excesso de compromissos. Esse, parece ser o problema número 1 de muitos lares cristãos, inclusive de pastores e de outras pessoas que trabalham em tempo integral no ministério. É fácil envolver-se em muitas atividades fora de nossa casa e quase não sobrar tempo para a vida familiar. O lar se torna um lugar apenas para comer, tomar banho e dormir. Muitas famílias são negligenciadas enquanto o pai trabalha para ganhar o dinheiro, ou fica ocupado ministrando às necessidades espirituais dos outros. Ele dá o melhor de si em seu trabalho, mas muito pouco ou até mesmo nada para sua esposa e filhos. Deus espera que utilizemos a inteligência que Ele nos deu para estabelecer corretamente nossas prioridades. Se é papel do marido assumir a liderança espiritual do seu lar, então ele precisa passar tempo em comunhão com sua família ensinando-a.

Em 1 Timóteo 3.1-12 Paulo nos dá a entender que há necessidade dos pastores darem mais prioridades às suas famílias.

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Ética Cristã – 18.

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Continuação do post anterior.

Diferenças Espirituais no Casamento.

A Família é um projeto de Deus desde os primórdios da criação. Tanto a ordem no mundo como na igreja dependem da ordem na família. Deus deu regras especificas em relação às responsabilidades de maridos, de esposas e de filhos. Quando essas regras são obedecidas, a unidade familiar se fortalece e cada membro da família se sente realizado e feliz. Quando qualquer uma delas é desobedecida, a família se desestabiliza, podendo até ser destruída.

Em muitos lugares do mundo as famílias encontram-se bastante desestruturadas. Em alguns países mais de cinquenta por cento dos casamentos terminam em divórcio. Vejamos alguns problemas que rompem a unidade familiar e o que a Bíblia nos ensina sobre eles?

Em alguns casamentos os problemas surgem pelo fato de um dos cônjuges ser crente e o outro não. Muitas vezes as pessoas se casam com um incrédulo, achando que após se casarem serão capazes de ganhá-lo para o Senhor. Uma outra situação ocorre, quando após o casamento um dos cônjuges se converte e outro não. Os problemas que surgem de tal circunstância são enormes: o cônjuge crente passa a se interessar pelas coisas de Deus, quer frequentar a igreja e desenvolver a maturidade cristã, enquanto o outro permanece atraído e envolvido pelos prazeres mundanos. Não há consenso quanto a criação dos filhos e a possibilidade desses aceitarem à Cristo como seu Salvador são muito menores, dado o exemplo antibíblico que recebem do pai ou da mãe incrédulo. Às vezes o crente, levado pelo cônjuge que ainda não aceitou a Jesus, pode até mesmo vir a se desviar de sua fé em Deus e cair em pecado. A Bíblia nos ensina que o casamento do crente com o não crente é proibido de acordo com 2 Coríntios 6.14-18:

Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos, porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas? Que comunhão entre Cristo e o maligno? Ou que união do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuários do Deus vivente”.

Portanto essa é a regra mais certa: não pode haver comunhão entre o certo e o errado, a luz e as trevas, Cristo e o maligno. Não há nada em comum entre o crente e o não crente. O jovem que deseja se casar e esteja disposto a ignorar esse importante ensinamento bíblico, está abrindo a porta para uma vida de sofrimento e de problemas. O modo como Deus opera é, de fato, o melhor e Ele suprirá todas as nossas necessidades se O obedecermos.

Para o crente que é casado com um incrédulo, possivelmente porque se casou antes de se converter, o apóstolo Paulo deixou alguns ensinamentos em 1 Coríntios 7.12-16. Leia essa passagem e descubra que ele aconselha o crente a permanecer casado enquanto houver consentimento do outro com o casamento. O crente não deve nunca abandonar o seu cônjuge. Deus é poderoso para suprir o amor e a graça necessários. E o outro cônjuge poderá se converter um dia. “Mas se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão nem o irmão nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz” (1 Coríntios 7.15)

Os problemas espirituais enfrentados em casa só podem ser resolvidos satisfatoriamente através da obediência aos princípios bíblicos.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

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Ética cristã – 17.

Personagens da História da Igreja - 3 (Wycliff, John Huss e John Knox).

As tentações da riqueza.

O dinheiro parece mesmo algo inofensivo. Ele pode nos dar conforto material, suprir nossas necessidades e proporcionar-nos muitas coisas boas. Contudo, a Bíblia nos exorta em 1 Timóteo 6.9,10: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitos desejos descontrolados e nocivos, os quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”. Deus criou os bens, no mundo, para atender a todos. Aquele que acumula riquezas está, de certa forma, usurpando, se apropriando de uma quantidade maior desses bens, em detrimento dos que nada ou pouco conseguem. A Bíblia fala menos sobre o céu do que sobre a ilusão das riquezas e suas terríveis tentações.

A riqueza passa a ser um problema na esfera dos relacionamentos pessoais, porque as pessoas são culpadas de cometer maldades umas contra as outras para adquirir mais riqueza para si. E tem a ver com a cobiça (avareza). Vejamos alguns problemas associados à riqueza e como eles afetam os nossos relacionamentos:

1 – A riqueza nos escraviza. Lembra-se do jovem rico que perguntou a Jesus o que devia fazer para alcançar a vida eterna? Ele foi embora triste porque estava dominado pelas riquezas, sendo incapaz de abrir mão delas (Marcos 10.17-22). Às vezes, ao invés de possuirmos riquezas, as nossas riquezas é que nos possuem. Investimos todo o nosso tempo cuidando do nosso patrimônio, tentando aumentá-lo. Leia também Marcos 10.23-31 sobre o perigo das riquezas. Coloque Cristo e o seu reino em primeiro lugar em sua vida.

2 – A riqueza distorce ou muda os nossos valores. É fácil cairmos na armadilha de valorizarmos mais as riquezas que nossa vida espiritual. O perigo das riquezas é que elas nos induzem a confiar mais no que o dinheiro pode fazer, do que naquilo que o Senhor é capaz de realizar. É verdade que o dinheiro pode nos dar maior conforto material, mas ele não é capaz de nos salvar! A fascinação da riqueza é enganosa e sufoca a Palavra de Deus tornando-a infrutífera (Marcos 4.19). As riquezas não duram para sempre (Provérbios 27.24). Veja também Salmo 49.16-20. A riqueza é ilusória porque parece ser eterna, mais não é; veja Lucas 12.13-21. A Bíblia nos recomenda: Preocupe-se com as coisas que possuem valor eterno e não com a riqueza terrena, pois onde está o seu tesouro está o seu coração.

3 – A riqueza leva à tentação de pecar. Um homem pode ser honrado, mas ser escravo da avareza e não reconhecer que isso é pecado. Efésios 5.1-6 liga a avareza à idolatria. A avareza faz os homens serem desonestos no trato com outros homens e praticarem outras coisas más como viver no luxo e indiferentes às necessidades do próximo; Muitos são falhos não pagando salários dignos e levando algumas pessoas a entrar para o mundo do crime, pela falta de dinheiro (Tiago 5.1-6). Leia também Mateus 6.19. O crente deve fugir disso e buscar as coisas do Senhor.

4 – Idéias erradas sobre a provisão divina. Por algum motivo, mesmo cientes de todas as advertências que a Bíblia faz com relação aos perigos da riqueza, muitas pessoas possuem o conceito errado de que alcançarão ganhos financeiros através de sua piedade (1 Timóteo 6.5). Provavelmente, defendem a idéia de que se o crente tiver fé suficiente, ele será próspero financeiramente. Ou então dirão que se o crente não é abastado é porque Deus não está satisfeito com ele de alguma forma. Buscam ao Senhor com uma motivação errada: querem o ganho material e não o ganho espiritual. A piedade não depende da quantidade de tesouros que você tem.

Portanto, meditemos sobre esse problema tendo em mente a recomendação do Senhor Jesus em Lucas 12.15: “… porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”. E aquilo que o apóstolo Paulo acrescenta em 1 Timóteo 6.8: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”.

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Ética Cristã – 16.

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O Crescimento Espiritual.

O Crescimento Espiritual não acontece por acaso. Tampouco resulta de algo que Deus faz por nós enquanto nós ficamos sentados, sem fazer nada. Há duas fontes de poder para alcançar a maturidade cristã: o Poder de Deus e a sua Força de Vontade.

O Poder de Deus – É claro que o Poder de Deus é a base sobre a qual a sua força de vontade deve se apoiar. Se você tentar ser bom sem antes se tornar uma nova criatura em Cristo, nunca conseguirá se comportar como o apóstolo Paulo recomenda nos capítulos 4 e 5 de Efésios. Leia novamente Efésios 4.15,16. Observe que Cristo é o Cabeça. É sob o controle Dele que as diversas partes do Corpo se encaixam e trabalham conjuntamente. Em Efésios 6.10 o apóstolo Paulo nos incita a sermos “fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder”. E em Efésios 4.23 nós vemos que “devemos nos renovar no espírito do nosso entendimento”.

Portanto, nós vemos que é primeiramente o poder de Deus que nos capacita a viver de fato para Ele e a fazer o que nos manda Efésios 4 e 5. E não devemos esquecer que o passo inicial, o mais importante que temos de dar, para alcançarmos essas soluções para os nossos problemas é confessarmos, crermos e obedecermos. Isso é feito quando resolvemos abandonar o pecado e nos arrependermos dele.

A Força de Vontade – Efésios 4.27 diz: “nem deis lugar ao diabo”. Isso significa que é possível abrir uma brecha para ele entrar com suas tentações. Em Efésios 4 e 5 há muitos ensinamentos sobre as coisas que nós temos que fazer para crescer espiritualmente. Existe uma parte que cabe a Deus e Ele será fiel em cumpri-la. Mas se não fizermos a nossa parte, não caminharemos para a maturidade e poderemos até mesmo perder a nossa comunhão com Deus. Nossa força de vontade se torna eficaz quando obedecemos aos ensinamentos que a Bíblia nos dá. A obediência é o caminho para amadurecermos e vencermos o problema da imaturidade cristã.

Usamos nossa força de vontade para confessar o senhorio de Cristo, crer que Ele é o Nosso Senhor Ressurreto, e para obedecer aos Seus mandamentos. A obediência é o segredo para se alcançar a maturidade cristã.

No capítulo 6 de Efésios, Paulo continua a discorrer sobre as armas de que precisamos para lutar contra a imaturidade. São elas: a verdade, a justiça (viver corretamente), a presteza em anunciar o Evangelho (nosso testemunho), a fé e a Palavra de Deus. Sua última instrução é para que oremos (Efésios 6.18).

A maturidade cristã implica pois, em um processo contínuo de crescimento espiritual. Sempre que nós decidimos obedecer a Deus, progredimos em nosso crescimento espiritual.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

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Ética Cristã – 15.

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Continuação do post anterior.

A Santidade Cristã.

Quando nós nos convertemos não deixamos de ser humanos, de ter desejos, sentimentos, necessidades, nem perdemos a capacidade de suportar sofrimento, etc. Esses são sentimentos contra os quais devemos lutar diariamente em nossos relacionamentos. Superá-los, geralmente, leva algum tempo – é um processo de amadurecimento cristão. Quem não conhece pessoas, talvez até crentes, que se empurram sobre outras pessoas para serem as primeiras da fila, ou para se assentarem nos primeiros lugares? ou que ficam reclamando até conseguirem as melhores coisas? ou ficam desagradáveis e mal humoradas quando não conseguem?

E aqueles crentes que vivem o tempo todo se preocupando e reclamando de seus filhos, de seus vizinhos, suas doenças, seus problemas financeiros ou com o que acontecerá quando envelhecerem, etc? Talvez você conheça algumas pessoas assim. Essa atitude também é um indício de imaturidade cristã. Será que o crente experiente enfrenta esses problemas e contendas? Essa pergunta vale também para o medo, a ansiedade, a depressão, a intransigência, a dúvida, o egoísmo, a ira e mais uma variedade de outros sentimentos tipicamente humanos. Com certeza, até os crentes mais experientes tem que lutar contra esses sentimentos, todos os dias; a diferença é que eles já aprenderam a dominá-los e vencê-los!

Nos capítulos 4 e 5 de Efésios, o apóstolo Paulo fala dessas evidências de imaturidade. Você notará que a maioria delas está relacionada aos nossos relacionamentos com nossos semelhantes. Nesse trecho, Paulo se dirige especificamente aos crentes, advertindo-os a se santificarem e não serem como os gentios. E lhes dá alguns ensinamentos específicos sobre como alcançar a maturidade cristã.

Paulo cita cada problema e o que é preciso fazer para evitá-los. Leia com atenção os capítulos 4 e 5 de Efésios em sua Bíblia. Enquanto isso, confira o resumo a seguir:

Efésios 4.25 Mentira – Falar sempre a verdade.

Efésios 4.26 Raiva – Não pecar. Não permanecer irado.

Efésios 4.27 Não deis lugar ao diabo – Não deixar abrir brechas na sua “armadura de Deus” para que a tentação entre e te domine.

Efésios 4.28Roubo – Parar de furtar e trabalhar para suprir as necessidades próprias e ajudar aos necessitados.

Efésios 4.29Uso de palavras más – usar palavras boas para edificaçãodos que o ouvem.

Efésios 4.30Fazer coisas que entristecem o Espírito Santo de Deus – Não entristecer o Espírito Santo de Deus.

Efésios 4.31,32; 5.1,2Amargura, paixão, raiva, gritaria, insulto ou quaisquer outros sentimentos maus – Ser benigno, compassivo, perdoar e ser controlado pelo amor de Cristo.

Efésios 5.3-5Mencionar imoralidade sexual, indecência, avareza ou usar linguagem obscena, profana ou vulgar – Encher sua mente com bons pensamentos, louvores, dar graças a Deus. Ser imitador de Cristo.

Efésios 5.6-11Ser induzido ao pecado pelo ímpio, sendo levado por ele – Não fazer nada junto com essas pessoas. Rejeita-las.

Efésios 5.15,16 Ser descuidado e ignorante na maneira de viver – Viver como sábio, aproveitando bem as oportunidades que Deus lhe dá de fazer o bem e ajudar os necessitados.

Efésios 5.17 Ser tolo, insensato – Procurar compreender a vontade do Senhor para a sua vida.

Efésios 5.18Embriagar-se – Não se embriagar, mas deixar-se encher do Espírito Santo falando entre vós sobre o Senhor, citando salmos e hinos, entoando cânticos, louvando ao Senhor e dando graças a Deus por tudo.

Não mais andem como os gentios, na vaidade de seus próprios pensamentos. Despojem-se do velho homem e revistam-se do novo homem em justiça e retidão. A única maneira de ganhar maturidade cristã é começar a fazer aquilo que pode ajudá-lo a amadurecer. Andem no Espírito. Coloquem em prática as soluções que vocês precisam aplicar à sua própria vida. Assim, vocês evitam problemas, evitam cometer pecados, satisfazem a vontade de Deus e aprendem a ser um crente amadurecido e experiente.

Leia a Bíblia.

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Ética Cristã – 14.

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Continuação do post anterior.

A Cobiça.

Todo crente é um cidadão do reino de Deus e como tal representa o seu Rei, o Senhor Jesus Cristo, aqui na terra. “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio” (2 Coríntios 5.20). Portanto, devemos proceder nos nossos relacionamentos pessoais – no trabalho, na escola, em nossa comunidade, etc – sem perdermos de vista quem somos e a quem pertencemos. Baseados no nosso relacionamento com Cristo e através Dele, podemos evitar ou resolver muitos problemas nos nossos relacionamentos sociais.

Um dos grandes pecados que cometemos no nosso relacionamento com os outros é o da cobiça ou avareza, ou seja: desejar aquilo que é do outro. Desejamos o poder, a riqueza, a posição, os amigos, o conhecimento, o talento, etc que a outra pessoa tem. Queremos o que há de melhor de todas as coisas para nós mesmos, mesmo que às custas dos outros. Como embaixadores de Cristo devemos ter sempre em mente o décimo Mandamento que traz uma séria advertência contra essa atitude:

Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo” (Êxodo 20.19).

Devemos levar esse ensinamento de Deus a prevalecer no nosso relacionamento com outras pessoas. Você é o tipo de pessoa que está sempre se comparando às outras pessoas e as suas realizações? Essa postura pode ser prejudicial se o fizer ficar constantemente insatisfeito e em conflito. Será que você deve tentar se manter no mesmo nível de alguém a quem admira? Não necessariamente. Devemos estar cientes de nossas limitações e nos aceitarmos como somos. Devemos, também, conhecer bem nossos pontos fortes e desenvolvê-los ao máximo, mas sem tentar fazer o “impossível” para consegui-lo!

Podemos apreciar um bom músico profissional, sem ter que ser igual a ele, ou ainda, ficar com raiva de quem o é. Posso admirar a casa nova, o carro, a moto, etc. do meu vizinho e me alegrar com ele, sem ter de possuir os mesmos bens. A Bíblia nos ensina: “Alegrai-vos com os que se alegram, e chorai com os que choram” (Romanos 12.15). Chorar com alguém não é difícil. Entretanto alegrar-se é – especialmente quando se sente inveja ou cobiça.

O pecado da cobiça pode levá-lo a cometer outros pecados, que também causam problemas; mentir ou roubar para conseguir o que você quer, ira, inveja, ressentimentos, ódio, vingança, etc. Daí a importância de Deus ter incluído a advertência contra a cobiça nos Dez Mandamentos. A única solução possível para problemas relacionados à cobiça é amar o próximo como a si mesmo. E a passagem bíblica que a sustenta é 1 Coríntios 13: (O amor é paciente, benigno, regozija-se com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, não se ufana, não se ensoberbece, não procura os seus interesses, não se exaspera, não arde em ciúmes, não se vangloria, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, jamais acaba).

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

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