Doutrina dos Dons Espirituais – 14.

Profecia.

A palavra profecia também tem um sentido limitado e outro amplo. No primeiro caso, profecia significa a proclamação de uma mensagem recebida diretamente de Deus, através de uma revelação especial. As mensagens proféticas de interesse da humanidade relativas à redenção estão encerradas nas Escrituras, e nada mais deve ser acrescentado. O livro de Apocalipse constitui a última “revelação de Jesus Cristo” para o seu povo na terra, tratando das “coisas que brevemente devem acontecer’, ou seja, uma “profecia”.

A última palavra de Deus já foi falada por alguém que é maior do que os profetas (Veja Hebreus 1.1 ss: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles.” – RA).

Nada se pode acrescentar ao ensinamento bíblico. Se ocorrer profecia, terá a ver somente com circunstâncias especiais, de caráter pessoal ou particular, e não com sentido universal (Veja em Atos 11.28: “Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e, pelo poder do Espírito Santo, anunciou: —Haverá uma grande falta de alimentos no mundo inteiro. Isso aconteceu quando Cláudio era o Imperador romano.” – NTLH;

e Atos 21.9-11: “Ele tinha quatro filhas solteiras que profetizavam. Alguns dias depois da nossa chegada, um profeta chamado Ágabo veio da região da Judéia. Ele chegou perto de nós, pegou o cinto de Paulo, amarrou os próprios pés e as próprias mãos e disse: —O Espírito Santo diz isto: em Jerusalém o dono deste cinto será amarrado assim pelos judeus e será entregue nas mãos dos não-judeus.” – NTLH).

A própria Bíblia adverte muitas vezes contra o perigo dos falsos profetas (Veja em Mateus 24.24: “Porque aparecerão falsos profetas e falsos messias, que farão milagres e maravilhas para enganar, se possível, até o povo escolhido de Deus.” – NTLH; Lucas 6.26: “—Ai de vocês quando todos os elogiarem, pois os antepassados dessas pessoas também elogiaram os falsos profetas.” – NTLH;

Em Atos 13.6-10: “Eles atravessaram toda a ilha, chegando até a cidade de Pafos. Ali encontraram um judeu que era mágico e falso profeta, chamado Barjesus. Ele era amigo de Sérgio Paulo, o governador da ilha, que era um homem muito inteligente. O Governador mandou chamar Barnabé e Saulo, pois queria ouvir a palavra de Deus. Mas o mágico Elimas (este é o nome dele em grego) era contra os apóstolos. Ele não queria que o Governador aceitasse a fé cristã. Então Saulo, também conhecido como Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: —Filho do Diabo! Inimigo de tudo o que é bom! Homem mau e mentiroso! Por que é que você não pára de torcer o verdadeiro ensinamento do Senhor?” – NTLH;

em 1 Coríntios 14.29: “No caso de dois ou três receberem a mensagem de Deus, estes devem falar, e os outros que pensem bem no que eles estão dizendo.” – NTLH; em 1Tessalonicenses 5.20-22: “Não desprezem as profecias. Examinem tudo, fiquem com o que é bom e evitem todo tipo de mal.” – NTLH;

Em 2 Pedro 2.1-3: “No passado apareceram falsos profetas no meio do povo, e assim também vão aparecer falsos mestres entre vocês. Eles ensinarão doutrinas destruidoras e falsas e rejeitarão o Mestre que os salvou. E isso fará com que caia sobre eles uma rápida destruição. Mesmo assim, muita gente vai imitar a vida imoral deles, e por causa desses falsos mestres muitas pessoas vão falar mal do Caminho da verdade. Em sua ambição pelo dinheiro, esses falsos mestres vão explorar vocês, contando histórias inventadas. Mas faz muito tempo que o Juiz está alerta, e o Destruidor deles está bem acordado”. – NTLH:

Em 1 João 2.18,22: “ Meus filhinhos, o fim está perto. Vocês ouviram dizer que o Inimigo de Cristo vem. Pois agora muitos inimigos de Cristo já têm aparecido, e por isso sabemos que o fim está chegando. Então quem é mentiroso? É aquele que diz que Jesus não é o Messias. Quem diz isso é o inimigo de Cristo; ele rejeita tanto o Pai como o Filho.” – NTLH;

e 1 João 4.1-3: “Meus queridos amigos, não acreditem em todos os que dizem que têm o Espírito de Deus. Ponham à prova essas pessoas para saber se o espírito que elas têm vem mesmo de Deus; pois muitos falsos profetas já se espalharam por toda parte. É assim que vocês poderão saber se, de fato, o espírito é de Deus: quem afirma que Jesus Cristo veio como um ser humano tem o Espírito que vem de Deus. Mas quem nega isso a respeito de Jesus não tem o Espírito de Deus; o que ele tem é o espírito do Inimigo de Cristo. Vocês ouviram dizer que esse espírito viria, e agora ele já está no mundo.” – NTLH).

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

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Doutrina dos Dons Espirituais – 13.

Explicando o desenvolvimento do dom de profeta.

Geralmente as pessoas que fazem melhor uso dos dons de Deus são aquelas que mais se preparam para o trabalho. Recordemos a mensagem de Pedro. Ele se encontrava pronto pois estava cheio do Espírito Santo. O conhecimento que ele possuía da Palavra de Deus também foi uma parte importante do desenvolvimento.

Existem três passos importantes no processo de desenvolvimento de um profeta.

1. Orar diariamente. Um profeta que não ora, logo deixará de o ser, pois a oração nos possibilita ser cheio do Espírito Santo. E se alguém não for cheio do Espírito Santo, não poderá ser um profeta. A oração também nos auxilia a reconhecer quando estamos sendo movidos pelo Espírito Santo.

2. Conhecer a Bíblia. A “utilidade” de um profeta aumenta à medida em que seu conhecimento da Palavra de Deus cresce. Veja 2 Timóteo 2.15: “ Esforça-te para te apresentar diante de Deus aprovado como obreiro que não tem de que se envergonhar, e que manejas bem a Palavra da Verdade.” (2 Timóteo 2:15 TB).

Um profeta é um mestre quando ele anuncia a Palavra de Deus.

3. Exercitar o dom. Da mesma maneira como exercitamos nosso corpo, podemos desenvolver nossos dons; mas para isso, precisamos usá-los. Quando o profeta começa a anunciar ele pode ficar temeroso. Isso não quer dizer que ele não está falando pelo Espírito. Apenas precisa aprender a deixar o Espírito fluir com mais liberdade. À medida que colocamos os nossos dons em prática, nós os desenvolvemos.

Não recebemos um dom já pronto, mas o desenvolvemos. Um profeta pode desenvolver seu dom orando e colocando seu dom em prática.

Viva Jesus!

Deus lhe abençõe!

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Doutrina dos Dons Espirituais – 12.

Continuação do post anterior.

Explicando a função do dom de profeta.

A pessoa que recebe o dom ministerial conhecido como profeta tem duas funções básicas a cumprir: (1) predizer, que significa dizer algo sobre um evento antes que este aconteça, e (2) proclamar, ou seja, anunciar. Um profeta é um indivíduo que fala por inspiração divina. Em outras palavras, ele fala inspirado pelo Espírito Santo. É ainda alguém que explica a palavra de Deus ao povo. Explicar quer dizer “dar o significado”. Uma pessoa só fala como um profeta quando transmite o significado de uma mensagem divina da maneira como a recebe do Espírito Santo.

Um profeta é também alguém que faz predições. O termo predizer é o mesmo que profetizar. Os profetas do Velho Testamento, frequentemente, anunciavam acontecimentos antes que estes viessem a ocorrer. E então transmitiam o significado da mensagem de Deus ao povo.

A função de um profeta neo-testamentário é quase a mesma. Ele também revela uma mensagem de Deus para outros e, em seguida, transmite seu significado. Entretanto há algumas diferenças. O que os profetas do Antigo Testamento diziam geralmente não se encontrava na Bíblia existente na época (embora nunca a contradissessem). Eram raras as vezes em que eles faziam citações dos textos sagrados. Por outro lado, os profetas do Novo Testamento, na maioria das vezes, trazem palavras de estímulo e incentivo, baseadas em mensagens previamente recebidas. O ministério de Judas e Silas em Atos 15.32 é um bom exemplo. Portanto um profeta apresenta uma mensagem especial vinda de Deus, através do Espírito Santo, para suprir as necessidades de algumas pessoas em ocasiões especiais.

Há outras situações em que um profeta neo-testamentário recebe um palavra de Deus com relação ao futuro. Em Atos vemos o relato de um homem chamado Ágabo, que a Bíblia diz ter sido um profeta. Veja em Atos 21.10: “Alguns dias depois da nossa chegada, um profeta chamado Ágabo veio da região da Judéia.” – NTLH. Por duas vezes podemos ver que ele predisse o futuro. Veja em Atos 11.28: “Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e, pelo poder do Espírito Santo, anunciou: – Haverá uma grande falta de alimentos no mundo inteiro. Isso aconteceu quando Cláudio era o Imperador romano.” – NTLH. O segundo relato encontra-se em Atos 21.11: “Ele chegou perto de nós, pegou o cinto de Paulo, amarrou os próprios pés e as próprias mãos e disse: – O Espírito Santo diz isto: em Jerusalém o dono deste cinto será amarrado assim pelos judeus e será entregue nas mãos dos não-judeus.” – NTLH.

O profeta que prediz pode ser testado para ver se a sua mensagem é de Deus. Se a profecia dada não se cumprir, significa que ela veio de seu próprio coração. Veja Jeremias 28.9: “Mas o profeta que profetiza a paz só pode ser aceito como profeta mandado por Deus quando as palavras dele se cumprem.” – NTLH.

Pedro é outro bom exemplo de um profeta neo-testamentário que explicava o significado. Ele era um dos doze apóstolos e também era profeta. Há casos de pessoas que recebem mais de um dom. Depois do derramar do Espírito Santo, descrita em Atos 2.1-12, uma multidão se reuniu para ver o que estava acontecendo. “O que significa isso?”, indagavam todos. Então Pedro falou como um profeta. Ele anunciou a mensagem de Deus, inspirado pelo Espírito Santo, e este lhe trouxe a lembrança uma profecia do Antigo Testamento. Pedro não teve tempo de planejar o que ele ia dizer; Ele apenas abriu a boca e falou. Além disso ele foi capacitado pelo Espírito a entregar o significado da mensagem.

A função mais importante do profeta está explicada em Efésios 4.12: “Ele fez isso para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo.” – NTLH. Aquele que transmite as mensagens divinas inspirados pelo Espírito Santo, cumpre bem esses dois propósitos. Primeiro ele auxilia o povo de Deus a se preparar para o serviço cristão; depois, quando as pessoas percebem que o Espírito Santo está sobre aquele que está ensinando, elas aprendem muito mais. O aprendizado se dá a partir do que ouvem, e também através do Espírito, que é a fonte da mensagem.

A função de um profeta é transmitir e explicar a mensagem de Deus ao povo.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

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Doutrina dos Dons Espirituais – 11.

Deus concedeu uns para profetas.

Identificando o doador – Já vimos que Cristo é o doador de todos os dons ministeriais. Por esse motivo todo dom é importante. O que dissemos para o dom de apóstolo se aplica também ao dom de profeta, bem como a qualquer outro dom ministerial. É Cristo quem concede os dons ao seu corpo. Jesus chama alguns membros e lhes concede a habilidade necessária para ocupar essa função na Igreja. Podemos dizer que Ele envia ministros ao seu corpo.

Nem todos serão apóstolos ou profetas. Lemos na Bíblia que Ele concedeu uns para apóstolos, e outros para profetas. Esses termos “Uns e outros” deixam claro que nem todos são apóstolos ou profetas. Cristo escolhe algumas pessoas para assumir cada ministério. Isso nos faz lembrar de uma pergunta de Paulo: “Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato”. (1 Coríntios 12.17 – RA.

Pensemos um pouco mais a respeito do doador dos dons. Em 1 Coríntios 12.8, lemos o seguinte: “A uns estabeleceu Deus na Igreja, primeiramente apóstolos; em segundo lugar profetas…”- RA. Todos os dons que Deus nos concede vêm através de Cristo. Veja em Tiago 1.17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”. – RA; e, Efésios 4.7,8: “e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.” – RA.

Apenas alguns membros do corpo são chamados para serem profetas. Deus concede os dons ministeriais através de Cristo.

Identificando o receptor – De certa maneira o receptor do dom ministerial de profeta é, ao mesmo tempo, o corpo de Cristo e a pessoa escolhida para ser profeta. Essa última recebe o chamado e prepara-se para ser o dom de Cristo para o corpo.

Será que as características da pessoa influenciam no fato de ela ser conclamada para tornar-se profeta? Por acaso Deus escolhe indivíduos para assumir esse ministério sem nenhum motivo aparente? Sabemos que o Senhor tem todo o direito de agir assim, se o desejar. Um vaso de barro não faz perguntas ao homem que o fez. Veja Romanos 9.20: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” – RA.

Entretanto há uma diferença entre o crente e um objeto, como um vaso: o crente tem vontade própria. Tem liberdade para escolher. O que acontece com o crente, pelo menos em parte, é influenciado pelas suas escolhas. Deus decide quem será chamado para ser profeta com base na atitude do coração de cada um. Um objeto não tem atitude, as pessoas sim. Atitude aqui significa maneira de pensar, de agir e de sentir. Deus conhece a nossa vontade. Também sabe o que pensamos, o que fazemos e como nos sentimos. Ele leva tudo isso em consideração quando escolhe alguém para ser profeta.

Profetas e outros dons ministeriais são preparados e dados ao corpo de Cristo por causa de suas qualidades interiores a qual Deus vê. Leia Atos 22.14: “Então, ele disse: O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca,” – RA). Leia em sua Bíblia 1 Samuel 16.6-13. Deus escolheu a Davi por que ele tinha a atitude de coração que Deus procurava.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

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Doutrina dos Dons Espirituais – 10.

Continuação do post anterior.

Explicando o desenvolvimento do dom.

Um apóstolo não nasce pronto. Primeiramente tem de tornar-se um crente. É bem provável que ele sinta um profundo chamado de Deus para sua vida, mas geralmente não tem idéia de que será um presente especial de Cristo para a igreja.

Quando o Senhor escolhe alguém para ser um apóstolo, Ele concede tempo a essa pessoa, de maneira que ela cresça espiritualmente e prepare-se para cumprir sua tarefa. Paulo não assumiu o ministério de apóstolo logo após ter-se convertido. Entretanto, desde o início, Deus colocou no coração dele que tinha um trabalho especial a realizar. Veja em Atos 22.14,15: “Então, ele disse: O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca, porque terás de ser sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido” – RA. É verdade que Paulo foi um tipo especial de apóstolo. Todavia, preparou-se para o ministério praticamente da mesma maneira como os crentes de hoje.

Esse processo é composto de alguns passos:

1. Sofrimento – Algumas pessoas não são capazes de tornarem-se apóstolos. Não estão dispostas a sofrer por Cristo, como muitas vezes é necessário na preparação do apóstolo. Paulo recebeu uma mensagem a esse respeito, muito antes de vir a ser um,apóstolo. Veja em Atos 9.16: “pois Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” – RA.

Sofrimento prepara as pessoas em uma maneira especial para se tornar um líder no corpo de Cristo. Quem nunca sofreu não consegue ajudar a alguém que esteja nessa situação, com a mesma capacidade de uma pessoa que já tenha passado por tal experiência. Aqueles que não estão dispostos a sofrer, como Jesus sofreu, não estão preparados para levar o Evangelho de Jesus onde, possivelmente terão de sofrer muito. O sofrimento prepara a pessoa para lidar com as dificuldades da vida.

2. Crescimento – Até mesmo Jesus cresceu enquanto preparava-se para exercer seu ministério. Veja Lucas 2.52: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” – RA. Quando dizemos que Ele crescia, isso significa que algo lhe era acrescentado. Assim Jesus cresceu em sabedoria e estatura. Se isso foi necessário para Ele, quanto mais a preparação de um apóstolo. Paulo também se preparou através do crescimento. Veja em Atos 9.22: “Saulo, porém, mais e mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.” – RA. O termo fortalecer aqui significa um aumento de força espiritual. Todo apóstolo tem de conhecer o magnífico poder de Deus de maneira intensa. Novamente notamos que se Paulo necessitou desse tipo de preparação, podemos estar certos de que todos os outros apóstolos precisarão disso também.

3. Aprendizado – Aprender é muito importante para o crente. Contudo isso é ainda mais importante para os apóstolos, uma vez que são líderes no corpo de Cristo. Examinemos a vida de Paulo mais uma vez, pois ele é um bom exemplo. Antes dele se tornar apóstolo, teve de passar por um período no deserto, aprendendo. Veja em Gálatas 1.15-18: “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco. Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias;” – RA. Quando aquele tempo se cumpriu, Paulo estava preparado para testemunhar do Senhor de maneira mais efetiva.

Aqueles que são chamados para apóstolos necessitam preparar-se. O sofrimento pode ser necessário na preparação de um apóstolo.

Viva Jesus!

Deus lha abençoe!

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Doutrina dos Dons Espirituais – 09.

Explicando a função do dom. 

O dom de apóstolo é um dos mais importantes ministérios no corpo de Cristo. Ministério significa uma responsabilidade, um dever. Esse dom figura em primeiro lugar porque está relacionado com a fundação de igrejas e sua supervisão.

Há dois tipos de apóstolos. Primeiramente houve um grupo especial de crentes que recebeu esse título, formado apenas por doze homens. Para figurar como apóstolo e membro desse grupo, era necessário que tais homens preenchessem certas condições. Vemos essas condições em Atos 1.21,22: “—Portanto, precisamos escolher outro homem para pertencer ao nosso grupo e ser testemunha junto conosco da ressurreição do Senhor Jesus. Deve ser um daqueles que nos acompanharam durante o tempo em que o Senhor Jesus andou entre nós, desde que foi batizado por João até o dia em que foi levado para o céu.” – NTLH. Entretanto não sabemos se foi o Senhor Jesus quem estabeleceu essa exigência. Pode ter sido apenas um consenso entre os onze.

Contudo, Paulo também era apóstolo como os outros. Eis algumas referências em que Paulo afirma claramente ser membro daquele grupo: “Porque me parece que Deus pôs a nós, os apóstolos, no último lugar. Somos como as pessoas condenadas a morrer em público, como espetáculo para o mundo inteiro, tanto para os anjos como para os seres humanos.” (1 Coríntios 4:9 NTLH);

Será que nas minhas viagens eu não tenho o direito de levar comigo uma esposa cristã, como fazem os outros apóstolos, os irmãos do Senhor Jesus e também Pedro?” (1 Coríntios 9:5 NTLH) Aqui a expressão “outros apóstolos” mostra que ele pertencia ao grupo.

De fato, eu sou o menos importante dos apóstolos e até nem mereço ser chamado de apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus.” (1 Coríntios 15:9 NTLH).

Os doze apóstolos tinham uma função que nenhum outro membro do corpo de Cristo jamais terá. Eles foram responsáveis por fundar a Igreja de Jesus no mundo.

Além do fato dos doze apóstolos terem tido funções muito especiais, há também o dom ministerial conhecido como apóstolo. Não devemos achar que os dois sejam a mesma coisa, apesar de serem um tanto semelhantes. O lugar dos doze no corpo de Cristo era muito singular. Nunca ia ser repetido. Entretanto o dom ministerial de apóstolo destina-se a ser um dom existente durante todo o tempo de edificação da Igreja.

Os apóstolos são dados por Cristo para seu corpo para fazerem um trabalho especial. Os homens não decidem tornar-se apóstolos. Todos aqueles que são apóstolos genuínos, talvez nem saibam que o são, ou não se considerem como tais. Entretanto, são reconhecidos como apóstolos por causa da obra que realizam.

Aqueles que se intitulam apóstolos, ou que foram escolhidos por homens, na verdade, podem não ser apóstolos. “Aqueles homens são apóstolos falsos e não verdadeiros. Eles mentem a respeito dos seus trabalhos e se disfarçam, apresentando-se como verdadeiros apóstolos de Cristo.” (2 Coríntios 11:13 NTLH). e “ Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos;” (Apocalipse 2:2 RA)

O significado da palavra apóstolo é “enviado”. Tanto Mateus como Marcos usam essa palavra apenas uma vez em seus evangelhos, em Mateus 10.2: “ São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu;” (Mateus 10:2 NTLH) e em Marcos 6.30: “ São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu;” (Mateus 10:2 NTLH).

Em ambos os casos esse termo diz respeito a um dever muito especial: o trabalho de um missionário. Nesse sentido tanto os doze apóstolos como aqueles que receberam o dom de apóstolo depois deles, são semelhantes.

Portanto, um apóstolo é alguém enviado pelo Senhor para levar a mensagem do evangelho a novos lugares. Sua incumbência é a de lançar a fundação para uma nova parcela do corpo e também inclui edificar e supervisionar o corpo, “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,” (Efésios 4:12 RA).

Portanto, os primeiros doze apóstolos diferem dos apóstolos de hoje porque aqueles foram escolhidos pelo Senhor Jesus e O acompanharam em todo o tempo em que Ele andou entre nós, desde o batismo de João até o dia em que foi levado às alturas. A função dos apóstolos de hoje é levar o evangelho a outros lugares e supervisionar o desenvolvimento do trabalho realizado.

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Doutrina dos Dons Espirituais – 08.

Continuação do post anterior.

Deus concedeu uns para Apóstolos.

A importância de um dom reside em o que é e quem o deu. O dom de apóstolo é o mais importante. Primeiro pela importância de quem o dá e em segundo pelo que ele é. Vejamos quem concede o dom de apóstolo. Em Efésios 4.11 o doador é identificado como “Ele”: “ Foi Ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja.” (Efésios 4:11 NTLH). Em Efésios 4.7 encontramos uma explicação mais clara. Está escrito: “Porém cada um de nós recebeu um dom especial, de acordo com o que Cristo deu.” – NTLH. Portanto, concluímos que Cristo é o doador dos dons ministeriais. A importância de um dom está em quem o deu e no que ele constitui. Cristo “concedeu uns para apóstolos”.

Identificando o receptor – Para alguém receber um dom duas partes devem estar envolvidas no processo: o doador e o receptor. Vimos que Cristo é o doador dos dons ministeriais. E quanto ao receptor? Se lermos somente Efésios 4.8: “Por isso, diz: Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.” – RA. Entretanto, temos de ler mais de um versículo para descobrir a verdade completa. Ao lermos toda a passagem, Efésios 4.1-16, descobrimos que Paulo se refere a toda a igreja, a todo o corpo de Cristo. Isso nos ajuda a entender que os dons ministeriais são dados às pessoas, individualmente, mas devem beneficiar a todo o Corpo de Cristo.

Para o indivíduo é dada a chamada e uma habilidade especial para ser apóstolo. Para o Corpo é dado o próprio apóstolo para o propósito de cumprir o seu ministério. Leia Efésios 2.10 e 3.5: “Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós.” (Efésios 2:10 NTLH); “ No passado esse segredo não foi contado aos seres humanos, mas agora, por meio do seu Espírito, Deus o revelou aos seus santos apóstolos e profetas.” (Efésios 3:5 NTLH).

Apóstolos são indivíduos especiais que fazem parte do corpo de Cristo. O dom ministerial de apóstolo é dado ao indivíduo para a edificação da igreja.

Continua no próximo post.

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